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Construir aos poucos ou de uma vez? O que aprendemos com as lições dos nossos pais!

Imagem Freepik

Não são poucas as pessoas que passaram a infância e talvez até a adolescência dividindo o quarto com os irmãos e dormindo nos famosos beliches. Racionalizar os espaços das casas enquanto a construção não ficava pronta em definitivo foi a saída encontrada por diversas famílias brasileiras nos anos 80, período marcado pela instabilidade econômica e elevados índices de inflação no país.

A imprevisibilidade da economia levou muitas famílias a optar pela construção das casas aos poucos, depois de algum período juntando capital para concluir mais um cômodo ou mais um andar. Em muitos casos, a casa só ficou do jeito que havia sido pensada inicialmente quando os filhos, já adultos, começavam a sair de casa para estudar em outra cidade ou formar sua própria família.

Além da questão financeira, outro ponto se colocou de uma forma decisiva para a geração que chegou à vida adulta nos anos 80: sair de casa era um passo natural, quando não imposto, logo que os jovens começavam a ter alguma independência financeira, especialmente se tivesse se casado, o que costumava acontecer perto dos 20 anos de idade em muitos casos.

Jovens, ainda sem formação profissional e normalmente em ocupações cuja renda não era das maiores. Restava pouca opção aos casais dos anos 80 a não ser construir suas moradias aos poucos, trabalhando duro e economizando muito para levar as etapas da construção.

Hoje, muita coisa mudou. Os jovens filhos dessa geração que batalhou décadas para construir a casa dos sonhos adotaram o chamado “comportamento canguru” e ficam na casa dos pais até mais tarde, sendo comum que passem – e muito! – dos 20 anos sem romper o cordão umbilical.

No entanto, a geração que cresceu em casas parcialmente prontas está chegando na faixa dos 30 anos se casando e olhando para o horizonte com a pergunta: vale a pena construir aos poucos como meus pais fizeram?

Planejamento

Construir a própria casa é uma experiência complexa, que exige alguns conhecimentos para evitar surpresas desagradáveis com pedreiros e fornecedores. Afinal, quem viu a casa dos pais sendo levantada aos poucos certamente se lembra de alguma passagem em que a obra causou dor de cabeça.

Planejamento é a palavra-chave. Com ele, a construção da sua casa pode sair bem mais barata do que a compra de um imóvel pronto. Caso você se sinta despreparado para gerenciar uma obra como essa, a principal dica é procurar um arquiteto experiente.

Dessa forma, esse profissional vai te ajudar a avaliar quais são as necessidades da sua obra. Um arquiteto experiente e com bons contatos no mercado pode incluir um bom mestre de obras, que pode te ajudar a gerenciar a equipe de profissionais que vai colocar a mão, literalmente, na massa.

A presença do engenheiro ou arquiteto, por sinal, é fundamental. Fazer um bom projeto, em que você repassa ao profissional os seus desejos e debate com ele as condicionantes para a realização da obra é fundamental para que o orçamento seja pensado de forma realista e dentro de um horizonte financeiro possível.

Financiamento

Algo que sem dúvida facilita a vida de quem deseja construir hoje, em comparação com quem tinha essa intenção há 30 anos, são os financiamentos, que possibilitam a chance de obter o montante para tocar a construção mais rapidamente, sem as interrupções tão famosas até os anos 80.

No entanto, é muito raro que os bancos financiem 100% do valor da construção, portanto, você precisa ter um montante para dar de entrada ou encontrar empresas que possibilitem o financiamento direto – algumas nem exigem comprovação de renda.

Por exemplo, se o valor total do seu imóvel pronto é de R$ 100 mil, você encontra uma linha de crédito com percentual financiável de 70%, significa que você precisará ter R$ 30 mil quando solicitar o financiamento.

A principal dica nesses casos é: financie o valor mínimo possível e respeite a sua capacidade de pagamento das mensalidades. Elas não devem representar mais de 30% dos seus rendimentos brutos, sob a pena de comprometer a sua saúde financeira.

Além disso, é comum que as pessoas tenham dificuldade com os termos presentes nas propostas de financiamento fornecidas pelos bancos, por conta de seus termos técnicos, por isso também é interessante ter um contador de confiança a quem recorrer em caso de dúvidas durante a análise da proposta.

Com as facilidades oferecidas pelas linhas de crédito, hoje em dia é mais fácil construir de uma vez, o que acaba barateando a obra globalmente. Segundo os especialistas, construir por partes acaba encarecendo a obra, já que, na maioria dos casos, os materiais acabam saindo por um preço melhor quando comprados em grandes quantidades.

Além disso, se a obra ficar parada por um longo período de tempo, aumenta a probabilidade de haver deterioração, o que vai exigir retrabalho na mesma estrutura.

Portanto, para quem decide construir a própria casa hoje, as interrupções tão comuns vividas pelas famílias há 30 anos atrás já não são mais a regra. As linhas de crédito facilitaram as coisas, mas, como vimos, ainda exigem que os aspirantes a proprietários juntem alguma economia para a entrada do financiamento e calculem com cuidado o potencial de pagamento das mensalidades.

Quer construir o seu imóvel de uma vez? A CBL oferece financiamento direto, sem comprovação de renda, e ainda te ajuda com a obra. Conheça nossos programas Facilita e Construtores.

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